16 de julho de 2018
Por Palmir
Sob comando do Sindmassa-MS, ex-empregados aprovam propostas para reabertura do frigorífico JBS em Coxim

Na tarde do último sábado (14), no plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Coxim, a diretoria do Sindmassa-ms se reuniu com mais de 130 ex-empregados para deliberar sobre as questões referentes à reabertura da unidade do frigorífico JBS em Coxim.

SINDMASSA/MS é o Sindicato Intermunicipal dos Empregados Vinculados nas Indústrias de Fabricação de Massa Alimentícias, Biscoitos, Macarrão, Panificação, Confeitaria, Laticinios, Frigorificos, Abatedores de Bovinos, Suinos, Levinos, Aves, Carnes e Produtos Derivados do Estado de Mato Grosso do Sul) e o representante legal dos trabalhadores no setor frigorífico de Coxim.

O diretor financeiro do sindicato Carlos Roberto de Souza Cunha, abriu a audiência pública, falando das ações que tem sido realizadas para a concretização definitiva da reabertura da planta do frigorífico. Em seguida falou o presidente do Sindmassa-MS Fabio Alex Salomão Bezerra, que esclareceu alguns posicionamento de processo de abertura principalmente com relação as conversas que havia se alastrado por intermédio de algumas pessoas, especialmente com referência a atuação e os encaminhamentos do próprio sindicato nesse período de negociações e tratativas da abertura do frigorífico em Coxim.

Acompanhado de outros membros da diretoria, o presidente Fabio Bezerra disse que muitos boatos tem sido ventilados, principalmente com relação ao posicionamento do sindicato, que em nenhum momento tomou alguma medida ou se manifestou contra a reabertura do frigorífico. “Em Coxim o diretor Carlos Roberto tem tido uma excelente atuação em benefício do trabalhador e por isso está no seu terceiro mandato na diretoria. O sindicato é dos trabalhadores e não dos empresários e temos feito de tudo, estabelecendo contato com todos os segmentos organizados de Coxim e do Estado, sempre nos posicionando favoráveis a reabertura do frigorífico e do trabalhador.  O que mais queremos é o emprego. A empresa JBS é que tem o poder de abrir, fechar ou reabrir um frigorífico.  Quem anda dizendo algo diferente não está falando a verdade”, ressaltou o presidente.

Fábio disse ainda que como o frigorífico em Coxim só realiza o abate, sugeriu que a empresa JBS faça os investimentos necessários para a implantação da desossa da carne, que possibilitaria a ocupação de no mínimo 600 pessoas, modificando a realidade da  economia de Coxim, através da geração de mais empregos e maior renda, pois a carne desossada custa mais do que a carne com osso.

Principais propostas apresentadas para a empresa JBS reabrir o frigorífico de Coxim:

Salário de R$ 1.050,00; recebimento de mais R$ 200,00 que pode ser até mesmo através de um cartão, uma cesta básica e o café da manhã.

Na votação, as propostas foram aprovadas por unanimidade pelos ex-empregados do frigorífico JBS em Coxim, assim como também pelos componentes da diretoria do Sindmassa/MS.

“Vamos abrir mão de alguns direitos para possibilitar a reabertura, como os 8 quilos de costela, a insalubridade (que será concedida apenas com laudo de um engenheiro) e o deslocamento remunerado. Agora precisamos do emprego, mas temos que estabelecer as condições mínimas de trabalho, para que a pessoa tenha dignidade de executar o serviço pesado e muito suado”, pontuou o presidente do sindicato Fabio Bezerra.

“Agora que votamos e aprovamos essas propostas, vamos ter uma reunião no Ministério Público do Trabalho para finalização do acordo e temos a informação de que dia 25 de julho já começa a contratação de 50 pessoas. O Sindmassa-MS tem a relação dos ex-empregados e os telefones de contato. As ações vão acontecendo passo a passo, dentro da normalidade”, ressaltou o presidente.

O presidente do Sindmassa/MS enalteceu a atuação do deputado estadual Junior Mochi (MDB), que tem dedicado total empenho, fazendo a interlocução junto ao governo do Estado e os órgãos do trabalho, que tem possibilitado um acordo favorável para a reabertura do frigorífico JBS unidade de Coxim.

No dia 03 de maio de 2018, na sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 24ª Região, em Campo Grande, as partes firmaram um Termo de Acordo, que foi enviado para o Juiz Federal da Vara do Trabalho de Coxim, com os principais termos e condições:

– Compromisso de reabertura da planta do frigorífico de Coxim, com a manutenção das operações pelo período mínimo de 30 (trinta) meses;

– No caso de fechamento da unidade, aplicação de multa de 2 milhões de reais, reduzida proporcionalmente ao cumprimento do tempo mínimo de operação de 30 (trinta) meses e que reverterá em favor dos trabalhadores prejudicados a serem indicados pelo MPT e sindicato;

– Manutenção de 150 (cento e cinquenta) postos de trabalho com variação máxima de 20% de redução do quadro, ficando estabelecida uma reavaliação para eventual elevação desse número no prazo de seis meses, contados da reabertura;

– O JBS obriga-se a contratar, preferencialmente, os ex-empregados que encontravam-se na unidade de Coxim na fase de encerramento, ressalvadas as hipóteses de impossibilidade ou de restrições de ordem disciplinar que impeçam a contratação;

– Manter o Ministério Público do Trabalho (MPT) formalmente posicionado com relação a evolução das negociações;

– Elaboração e, consequentemente homologação dos cálculos por perito contábil ou contador da JBS das verbas deferidas nas sentenças das Ações Coletivas;

– Ampla publicidade com prazo de um ano, para habilitação individual (art. 100 CDC).

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